Janeiro 21 2011

 

Num fado que a noite, cantou ainda dia

Em palco enegrecido, fosco mas escuro

Em penumbra opaca, em jeito de muro

Revestido com xailes de pura homogenia

Com letras inventadas antes do futuro

Em correntes de lama, de maré vazia

 

São vozes agrestes, que essa noite ecoa

Farrapo de arrepiar, quando gritado

Intemporal, com vaidade, que não de Lisboa

Do tempo dos escravos, que é passado

Onde apenas o "ego"Vinga e não perdoa

Com a etiqueta, da garantia do "recado"

 

Nessa noite que surge antes do Sol pôr

No trinar, de ruidos, surdos e afinados

De uma Harpa sem cordas e adestrada

 

Num hino, debroado com notas de rancôr

Inventando temporais, em "noites de fados"

De "fadistaço-rei" na ùnica " ESTRADA"

 

 

 

 

 

 

 

 

Que

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por severino às 00:16

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