Junho 26 2010

Vivo na raiz do tempo

Onde a água não chegou

Com rochas em sedimento

Onde a esperança secou

 

Vivo de muita saudade

Em solidão permanente

Encerrado na verdade

Com a felicidade ausente

 

Vivo na minha jangada

Nesta escuridão metido

Em noite sem madrugada

Onde nada faz sentido

 

Há noites de temporal

Nesta vida que sustento

Neste inverno de tormento

Nesta raiz sempre igual

 

Guardo no mar,  meu companheiro

Segredos, que a ninguém digo

No meu signo marinheiro

Tenho um rosário de castigo

 

publicado por severino às 13:32

Olá Severino!
Bonito poema nesta jangada encontrei, gostei bastante!
Bom fim de semana.
Um abraço.
Rosinda
Rosinda a 26 de Junho de 2010 às 15:11

Dentro da minha jangada
Nesta saudade bendita
Obrigado pela visita
Desta amiga tão estimada

Nesta Ria onde ancorado
Junto ao mar quando anoitece
vou rezando numa prece
Por um regresso ao passado

Os Deuses não dão ouvidos
Parecem não estar no Céu
Noites escuras como bréu
Escondem os meus pedidos


Dedico-lhe estes curtos versos
Bom domingo Um abraço



severino a 27 de Junho de 2010 às 00:45

Lindo o seu poema, e vivido e transpira experiência.
Tenho sempre imenso respeito pela experiência que só uma vida e os anos trazem...
Bom fim de semana
Marta M
Marta M a 26 de Junho de 2010 às 17:02

D.Marta, eu agradeço
Toda a sua simpatia
Usa alguma curtesia
Eu sei bem, que não mereço

Nesta Jangada medito
Em noites de Lua Cheia
Em sonhos não acredito
Que são castelos de areia

Vivo talvez do passado
De saudade e fantasia
Em tanto caminho andado
Com o cheiro a maresia

Bom domingo
Saudações cordiais


severino a 27 de Junho de 2010 às 01:44

Severino:
Reparei agora ao consultar o seu perfil que fez aniversário há poucos dias:
Os meus parabéns atrasados, mas sentidos!
Marta M
Marta M a 27 de Junho de 2010 às 19:08

Foi no passado dia de S.João, 24/6 !
Obrigado pelos seus votos!
Boa semana!
severino a 27 de Junho de 2010 às 22:06

Dar gosto vir aqui
Ler, reler e sentir
Viajar neste seu mundo
Onde a saudade
sempre espreita
naquele cantinho ao fundo.

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 27 de Junho de 2010 às 21:30


Que direi eu do Cantinho da Manu ?... Um encanto!!!, Há vida por todo o lado!.

Passo por ai todos os dias.

Da minha jangada estou por vezes ausente
Se embarcado, vem a saudade e a solidão
Quando anoitece, esta escuridão que se sente
Gela-me a a alma e estremece-me o coração

Vivo o passado, presente
Todavia... baralhado
Sem presente e sem passado
Desta forma sempre ausente

No caminho, já percorrido
Procuro, não vejo o rasto
Foram das chamas o pasto
Que lhe roubaram sentido

Só restam cinzas e espinhos
Neste meu caminho errante
A sorte?...nem un pózinhos
E já nem Deus, me garante

Um abraço amiga
severino a 27 de Junho de 2010 às 23:10

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