Julho 26 2010

 

Quero o que quero e não quero

Escolho, escolhendo o escolhido

Ainda assim quando me esmero

Nada disto faz sentido

 

Vivo neste labirinto

Desta vida em confusão

Procurando solução

No desnorte que hoje sinto

 

Estou sempre no lado errado

Num dos campos do destino

Na condução não domino

Um barco já naufragado

 

Num caminho sem traçado

Arrisco à sorte na vida

Não lhe vislumbro saìda

Estou neste espaço encerrado

 

Com dias em noites escuras

Sem aurora e madrugada

Num outono de loucuras

Em luta do tudo ou nada

 

Noites de insónias, cansado

É tarde quando adormeço

Numa cama de ilusão

 

Esperando um novo fado

Num amor que nunca esqueço

Apesar da solidão

 

                                           Semana feliz

                                                                 Abraços

                                                                                      j/severino

 

 

 

publicado por severino às 10:37

Severino:
Diz Laurinda Alves que:
"São as minorias que fazem avançar o mundo".
Eu, como professora de História e ser humano inquieto e inconformado, concordo!
Abraço
Marta M
Marta M a 26 de Julho de 2010 às 20:40

Olá Marta

Por vezes o inconformismo e talvez a idade
Fazem de nós seres humanos, em rebeldia
Nos momentos, invadidos por alguma ansiedade
Entra-se neste estado abestrato, de Alma vazia


Um abraço
j/severino

severino a 27 de Julho de 2010 às 10:00

Abriu-se a caixinha dos comments e saltou-me à vista aquela referência às palavras de Laurinda Alves. Acredito e também sinto que são as minorias que fazem avançar o mundo! E nunca retirarei esta subscrição das palavras dela.
Abraço grande para esse "Outono de Loucuras".
poetaporkedeusker a 29 de Julho de 2010 às 14:43

Também concordo! É um principio histórico que Laurinda Alves com a sua experiência e competência nos recorda.
Passo por vezes pelo seu blog, embora não tenha comentado os seus posts têm o selo de garantia do seu vasto curriculo.
Tal como a Maria joão deixam-nos muito da sua sabedoria.
Boa semana
um abraço
j/severino
severino a 30 de Julho de 2010 às 00:03

Olá Severino
Tenho andado num labirinto, escolhendo caminhos, ás vezes perdida, ás vezes sem saída, mas hoje felizmente encontrei este que em boa hora me trouxe até aqui onde me revi nas tuas palavras e num poema que enche a alma.

Boa semana
Beijos
Manu
Existe um Olhar a 1 de Agosto de 2010 às 22:42

Também andas por aqui ?
Só tarde ...te encontrei
Por isso não respondi
Mais cedo com é de Lei

Esta Manu não merece
Cair no esquecimento
Presente em todo o momento
Aos amigos nunca esquece

Tu aí no Teu Cantinho
Nesse vento aos remoinhos
Não digo mas adivinho
És mulher de Mil Caminhos

Vives e fazes viver
Com tanta sabedoria
Pintas tudo de Alegria
Práqueles que te vão ler

Um abraço

j/severino

Aquele aqbraço
j/severino
severino a 7 de Agosto de 2010 às 16:22

Estando a fugir, do fugitivo fugi,
Que se de ser primitivo, me deixa permitir,
Não sabendo como sorrir, lá sorri,
Que também nada tendo, com nada me posso divertir,
Com um caos caótico,
Que parece até estranho isto dizer,
Porque se este verso não é robótico,
Porque ainda não o deixaram fazer...
Que robots assim nascem,
Que nos roubam toda a nosas alma,
E se mais tarde jazem,
Jazem, bem perto da nossa palma...
Ai robots, que nos controlam...
Que são tão injustos e impostores,
São eles que nos roubam,
Armados em senhores...
Ai robots... que se nos comem por dentro,
E até nas nossas veias nos cosomem,
Atacam-nos bem no nosso centro,
Por onde menos podemos, é por onde eles mais comem,
E neste vaguear de robots saltitantes,
Que vão trocando o seu lugar,
O que vem agora, é pior do que o que estava antes,
Pois tem mais força e forma de roubar...
E que faremos nós,
Com robots tão desenvolvidos,
Se não ouvirmos a sua voz...
Também ficaremos comidos...
Ai estes robots que nos superam,
E estão bem no alto das nossa vidas,
Que entre eles não enterram,
Pois cada vez estão com costas mais destemidas,
Nós que nada podemos continuamos a trabalhar,
Para que outros aproveitem esta bondade,
E se algo lhes estamos a dar,
Não é por bem é por obrigatoriedade...
Que bem longe deles queráimos fugir,
E para eles não descontar,
Porque se ficam os ricos a rir...
De um pobre que mal consegue trabalhar...


Não sei se gosta, mas foi o que me saiu assim de repente ao improviso...

Cumprimentos, e obrigado por ter visitado o meu blog

Rodrigo Silva
Rodrigo Silva a 6 de Agosto de 2010 às 22:02

Olá Rodrigo amigo,
bem vinda à minha Jangada
Tenho nesta Ria atracada
Neste meu Porto de Abrigo

Aqui a tens franqueada
Entra nela quando queiras
Ela está desarrumada
Tem uns versos como esteiras


Mobilada de saudades
Tem montes de sentimentos
Tem remos de Pensamentos
Nas marés de felicidades

As tuas rimas cá estão
Amarradas no convés
Estão ao sabor das marés
Com tanta inspiração

De noite ficam na areia
Para a lua as enchugar
Em noites de lua Cheia
Para o mar as não levar

brigado pela tua visito
um abraço

j/severino
severino a 7 de Agosto de 2010 às 15:52

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