Novembro 04 2010

 

Levantam-se uns temporais

Com ventos vindos do Norte

Frios, cinzentos...fatais

De fúrias, pronúncio de morte

 

Reduzi-me a grão de areia

A Sul no grande Areal

Mergulhado em maré cheia

Bem longe do lamaçal

 

Nesta minha dimensão

Espero não incomodar

Os Deuses que o não são

Que estão fora do lugar

 

 

Submergido no meu mundo

De argumentos banais

No meu espaço sossegado

 

De falsos eu não me inundo

Escondido dos temporais

Os Ventos passam-me ao lado

 

publicado por severino às 10:35

Os ventos podem passar-te ao lado, mas é dificil ficar indiferente a este temporal de inspiração que brota sempre dos teus versos.

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 4 de Novembro de 2010 às 16:08

Nestes versos o que escrevo, não faz sentido
Por não ter à vista,a justificação
Espero no email o ter esclarecido
Para que te apercebas, da minha razão

Um abraço
J/severino
severino a 5 de Novembro de 2010 às 19:07

Ninguém fica ausente
Com o vento a gemer furioso
E ninguém fica indiferente

Não importa de onde sopra
Se do Sul se do Norte
Só se nos fustiga nas costas
Ou nos empurra de frente

A mim não me convences
Que vais ficar entretido
Na jangada do teu cais
Ficando ali adormecido
Não ligando aos vendavais

Vais lutar contra a maré
Quem sabe até bater com o pé
Para que não continuem
A brincar cá com o "Zé"

O Zé que é o nosso povo
No trabalho e na canseira
Está farto de ser gozado
Com tamanha ladroeira


Severino assim pareço uma queixinhas

Beijinho







DyDa/Flordeliz a 4 de Novembro de 2010 às 17:00

Nos versos que entretanto, vou escrevendo
Banais, simples e sem outras pretensões
Vou rimando e outra coisa não pretendo
Que não falar a sós, com os meus botões

Invento temporais e dou recados
Areais e noites calmas de luar
Guardo muitos amores arquivados
Nesta jangada que me nego abandonar

Ecerrando em mim noites de bréu
Numa brisa fria da madrugada
Tendo por companhia, as estrelas no céu
Que espreito, pela vigia da jangada

Assim nas marés em movimento
Vou balouçando e tentando adormecer
E repousar numa falsa fantasia

Adormecendo todo este sofrimento
Que teima bem presente,e não esquecer
Apesar de envolta, em suave maresia


severino a 5 de Novembro de 2010 às 20:03

Voltei, porque encerrei o soneto sem o cumprimento que lhe devo.
Assim o meu obrigado pelo seu comentário poético giro.
Bom fim de semana e um abraço
O amigo
J/severino
severino a 5 de Novembro de 2010 às 20:09

Boa noite Severino!
Gosto deste versejar com tempestade ou sem ela, mesmo que baloice a jangada, sinto-me bem dentro dela...
Um abraço
Rosinda a 4 de Novembro de 2010 às 20:12

A amiga de sempre, numa frase simples, mete um discurso.

Sei dos seus dotes poéticos, porque leio tudo o que escreve em prosa e rima . Aprecio esse seu mérito.Nestes últimos dias tenho andado pelos jornais on-line, um pouco afastado da blogosfera.
Bom fim de semana
Um abraço
J/severino




severino a 5 de Novembro de 2010 às 20:41

Severino aqui vim aportar
Desta vez bati devagar
Com medo de te acordar

O que te venho contar
Não tem pressa
Muito menos é de estragar

Quando o tempo sobejar
E no meu blog entrar
Naquele onde escrevinho
Deixei lá um miminho
E Por isso o vim avisar

Beijinho e bom dia
DyDa/Flordeliz a 10 de Novembro de 2010 às 02:43

adorei este seu poema muito lá bem fora bem dentro de um temporal amei...beijinho
Sónia Maria Da Fonseca Pereira a 11 de Novembro de 2010 às 17:31

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