Janeiro 27 2011

 

Nas palavras destemperadas, em que tropesso

A enfeitar frases duras, despidas de piedade

Não poderei adoptá-las, porque as não peço

Por muito que queiram, impôr-me como "verdade"

 

                     « A PINTURA »

 

Nesse quadro negro, em que se é pintura

No frequente,  modelo de maldição

Como figurante,  tantos reles, criatura

É ir a juzante...e eles aí estão !

 

No " Atelier sagrado", apenas o pintor

É imaculado e de nobre sentimento

A só Ele cabe, a sentença de impôr

No que pinta sem alma, não há sofrimento

 

 

Só quando o Carrasco em pintura, já pronta

Num quadro escuro, que o "EGO" pintou

È diabo negro, de reles criatura

 

Que num auto- inferno, o pintor defronta

Num sonho louco, onde a tinta secou

Com o pincel preso, em vaidade sem cura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por severino às 09:56

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