Junho 26 2010

Vivo na raiz do tempo

Onde a água não chegou

Com rochas em sedimento

Onde a esperança secou

 

Vivo de muita saudade

Em solidão permanente

Encerrado na verdade

Com a felicidade ausente

 

Vivo na minha jangada

Nesta escuridão metido

Em noite sem madrugada

Onde nada faz sentido

 

Há noites de temporal

Nesta vida que sustento

Neste inverno de tormento

Nesta raiz sempre igual

 

Guardo no mar,  meu companheiro

Segredos, que a ninguém digo

No meu signo marinheiro

Tenho um rosário de castigo

 

publicado por severino às 13:32


Que direi eu do Cantinho da Manu ?... Um encanto!!!, Há vida por todo o lado!.

Passo por ai todos os dias.

Da minha jangada estou por vezes ausente
Se embarcado, vem a saudade e a solidão
Quando anoitece, esta escuridão que se sente
Gela-me a a alma e estremece-me o coração

Vivo o passado, presente
Todavia... baralhado
Sem presente e sem passado
Desta forma sempre ausente

No caminho, já percorrido
Procuro, não vejo o rasto
Foram das chamas o pasto
Que lhe roubaram sentido

Só restam cinzas e espinhos
Neste meu caminho errante
A sorte?...nem un pózinhos
E já nem Deus, me garante

Um abraço amiga
severino a 27 de Junho de 2010 às 23:10

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