Junho 28 2010

 

Tenho na estrada da vida

Duas faixas separadas

Uma delas divertida

Outra de sombras marcadas

 

Nessa parte divertida

Sonhada no virtual

No real, nunca vivida

Imaginada... Total

 

A letras de ouro foi escrita

No meu livro de saudade

Numa verdade restrita

Com raiz na mocidade

 

Foi só por mim iventada

Por amor de um ser ausente

Vivi-A ,tão docemente

Deixou-me a vida marcada

 

Ainda assim emuldurada

Na raiz do pensamento

Sou feliz neste momento

Nesta amizade sonhada

 

Encontrei-a por final

Neste sonho realizado

Vivido no virtual

Foi no real,  terminado

 

»»««»»««»»««»»««»»««»»««»»««»»««»»««»»

 

Na outra faixa sombria

Feita de espinhos e fráguas

Onde os tormentos e máguas

São noite cerrada e fria

 

Não circulo nesse inferno

Está de todo abandonada

Quero evitar essa estrada

Que leva ao castigo eterno

 

Nesta vida bem real

Ou outra na fantasia

Há quem escolha a virtual

Porque a real está vazia

 

Na Jangada da Saudade

Arquivo os meus pensamentos

Tenho pendurada a verdade

Que flutua aos quatro ventos

 

                                                  Feliz Semana!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por severino às 10:29

Severino

Sou a Maria Luísa Adães,
o conheci em Rosinda
e a ela, acidentalmente, no meu blogs dos" prémios" (tenho outros e no google também- escrevo poesia)

Li este poema e digo:

Há quem escolha o Mundo Virtual
para dizer a verdade, ou semi-verdade.

O Mundo Real, por vezes, se esvazia
de sentimentos e valores reais.

Nos deixa perplexos,
esperando palavras certas, exactas,
trazidas pelo vento.

E a Alma se desdobra
em pétalas de flores pisadas,
por olhos fechados, nublados,
de inúmeros patamares.

E nos recolhemos com pesar.

Gostei de seus versos!

Mª. Luísa
M.Luísa Adães a 8 de Julho de 2010 às 12:14

D.Maria Luisa
Agradeço a sua visita.
Como poderá observar na apresentação dos meus blogs, sou um principiante em termos de dominio na arte de os enfeitar, por não dominar todas as ferramentas que este espaço faculta para o efeito. Comprei um computados há pouco mais de um ano e cá vou eu no caminho da descoberta. Pouco tenho avançado!.
Passo mais tempo a deliciar-me percorrendo muitos Blogs, o da D.Mª. Luisa inclusivé, que muito admiro pelo sentido poético e grande clarividência em tudo o que escreve.
Quando em certo dia vi um seu post com uma sua foto e o marido em Mértola, só não comentei por no momento estar quase na hora do transporte dos meus Netos, para a Escola, serviço que faço regularmente. Sou natural de Mértola e agradou-me o seu incentivo à visita àquela localidade.
Sobre os meus versos, não tenho formação téccnica nessa área, gosta de poesia e de vez em quando, procurando fazer algumas rimas de improviso, sem rascunhos, nunca os faço, tento descrever sentimentos, muitas vezes não dispondo do vocabolário que lhe dê expressão em tão poucas palavras com o faz a D. Mª Luisa.
O exemplo está no curto Poema que aqui me deixou!
Bem Haja!

Cordiais Saudações
J/severino
severino a 9 de Julho de 2010 às 10:55

Severino

Hoje com mais tempo, venho agradecer seu email.

Gostava que tivesse deixado comentário no blogs:

http://prémios-prosa-poetica.blogs.sapo.pt

se possível, volte e em "Augusto Adães e Maria Luísa" Mértola
encontra um poema, não meu, mas de Miguel Torga.

Depois de saber que vive em Mértola, coloquei para si
e ao seu Alentejo, "Miguel Torga".
Conheço mal o interior das planuras alentejanas,

Mas naquele passeio descobri muita coisa,
da alma vagueante do poeta
na solidão e na beleza da planura.

Talvez volte
Um dia...

Um abraço,

Maria Luísa

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