Novembro 04 2010

 

Levantam-se uns temporais

Com ventos vindos do Norte

Frios, cinzentos...fatais

De fúrias, pronúncio de morte

 

Reduzi-me a grão de areia

A Sul no grande Areal

Mergulhado em maré cheia

Bem longe do lamaçal

 

Nesta minha dimensão

Espero não incomodar

Os Deuses que o não são

Que estão fora do lugar

 

 

Submergido no meu mundo

De argumentos banais

No meu espaço sossegado

 

De falsos eu não me inundo

Escondido dos temporais

Os Ventos passam-me ao lado

 

publicado por severino às 10:35

A amiga de sempre, numa frase simples, mete um discurso.

Sei dos seus dotes poéticos, porque leio tudo o que escreve em prosa e rima . Aprecio esse seu mérito.Nestes últimos dias tenho andado pelos jornais on-line, um pouco afastado da blogosfera.
Bom fim de semana
Um abraço
J/severino




severino a 5 de Novembro de 2010 às 20:41

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