Novembro 17 2010

 

Sou pescador de recados

Neste mar onde navego

Muitas vezes amalhados

Numas redes de nó cego

 

São por vezes agressivos

Arvorados de nobreza

De vestes tão possessivos

Muitos tiks de "grandeza"

 

Neste Mar encapelado

De forma tão rotineira

Vou cumprindo este meu fado

Ao leme desta traineira

 

Nestes recados dispersos

Por vezes passo-lhe ao lado

Ao estilo de uma gaivota

 

Desabafo nos meus versos

Recado se for pescado

Vou devolvê-lo na Lota

 

publicado por severino às 10:48

E a lota do pescado
Aguenta o recado
Se não quisesse ser devolvido
Não viesse armadilhado





DyDa/Flordeliz a 19 de Novembro de 2010 às 10:54

Mas... Dida

Se a lota os recusar
Por estarem armadilhados
Trago-os de volta pró mar
Onde são catalogados

Se os vejo com armadilha
Ou fico desconfiado
Aí... vou deitá-los prá Ilha
Que está mesmo aqui ao lado

Abro uma cova na areia
De noite, na madrugada
Em tempo de Lua Cheia
Longe da minha Jangada

Há sempre uma solução
Mesmo ferido de morte
Quando em forma de Tufão
Me sopram ventos de Norte

Um abraço amiga
J7Severino





severino a 19 de Novembro de 2010 às 12:52

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



mais sobre mim
Novembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

15
16
18
19

21
22
25
26
27

28
30


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO